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A EDUCAÇÃO NOS PAISES DA COOPERAÇÃO PORTUGUESA
A Educação é um dos direitos mais fundamentais da nossa vida e condição essencial de crescimento económico e de desenvolvimento social de um país, tal como expresso nos principais compromissos internacionais. De uma forma geral, os progressos mundiais no que respeita ao acesso à educação e à taxa de escolarização no ensino primário têm sido substanciais. No entanto, estes números escondem disparidades consideráveis, em termos mundiais (com a África Subsariana e o Sul da Ásia, ainda longe das metas definidas) e dentro dos países, já que as raparigas, as crianças de famílias mais pobres de regiões rurais ou de determinados grupos étnicos ou religiosos tendem a sofrer maior discriminação. Embora os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável sejam uma referência que procura garantir que até 2030 todos os meninos e meninas tenham acesso livre, equitativo e de qualidade à Educação ainda nos encontramos longe de atingir este objetivo. De acordo com dados das Nações Unidas, nos países em desenvolvimento, uma em cada quatro meninas em idade escolar não frequentam a escola e cerca de 57 milhões de crianças em idade primária permanecem ainda fora da escola, mais da metade delas na África Subsariana.
Estas tendências parecem agravar-se olhando mais recentemente para o impacto da pandemia provocada pela Covid-19, deixando ainda mais crianças para trás e reforçando o papel cada vez maior da Educação Digital.
É por isso fundamental que as ONGD, que trabalham para melhorar a qualidade da Educação nos países mais vulneráveis, continuem com o seu papel de melhorar a qualidade da Educação nos países mais vulneráveis e onde se verificam maiores desigualdades no acesso à mesma. No entanto, o contexto da Educação nos países da Cooperação Portuguesa, particularmente nos PALOP - Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, é de difícil atuação. Os problemas são vários e multidimensionais, nomeadamente:
Associados a estes surgem outros problemas estruturais que devemos elencar para que possamos ter uma noção mais concreta do contexto de trabalho da sociedade civil nestes países e que impedem a melhoria da qualidade do sistema educativo nos países da Cooperação Portuguesa (particularmente os PALOP):
- falta de formação de professores e de educadores de infância (com baixo nível de escolaridade), falta de ligação entre a escola e as famílias/comunidade, elevado número de alunos por sala de aula, algumas escolas têm internet (como em Cabo Verde) embora possa não haver acesso constante, mas nos países menos avançados em alguns casos nem sequer existe, estrutura de algumas escolas nestes países são “palhotas” particularmente nos meios rurais, o ensino de algumas disciplinas é um verdadeiro desafio como é o caso das ciências exatas, particularmente do ensino laboratorial, os governos regionais não têm eles próprios recursos para poderem distribuir e usar – isso inclui o acesso à internet; as oscilações de rede são constantes e a própria rede de eletricidades em alguns locais é insuficiente, acessos limitados ao telemóvel, telemóveis de baixa gama, sendo que as rádios são muitas vezes o meio de comunicação /informação mais acessível.