Trilha Solana
GitHub
https://github.com/pedro-pelicioni/kolibri
KOLIBRI — Gestão Vertical para Cannabis Medicinal no Brasil
O mercado brasileiro de cannabis medicinal conta com 672 mil pacientes ativos e um novo marco regulatório em vigor desde maio de 2026 (RDC 1.015/2026). É um setor crescendo rápido — e ainda sem infraestrutura de gestão adequada para suas exigências específicas.
O problema
Dispensários operam hoje com ferramentas genéricas que não foram feitas para produto controlado. Os três gargalos estruturais são claros: dados de pacientes expostos sem segregação técnica real, rastreabilidade inconsistente entre estoque, SNGPC e NF-e, e retrabalho manual que gera risco de auditoria ANVISA a cada operação.
O paciente de cannabis medicinal carrega um risco adicional que outros setores ignoram: estigma social. Um vazamento de dados não é apenas um incidente de segurança — pode custar emprego, plano de saúde e reputação. Nenhum ERP do mercado trata isso com seriedade técnica.
O MVP: privacidade e rastreabilidade como fundação
O Kolibri ERP resolve exatamente esses dois problemas, de forma nativa e não negociável.
Privacidade por design. Todos os dados sensíveis do paciente — nome, CPF, endereço, histórico de compras — são cifrados em coluna no banco com AES-256, chave dedicada por dispensário, gerenciada via AWS KMS. O módulo fiscal que emite a NF-e roda em rede completamente separada do sistema operacional: os dois nunca se tocam. Pagamentos podem ser feitos via Cloak Protocol, transferências shielded com provas ZK na Solana, onde nem o valor nem as contrapartes ficam visíveis on-chain. O dispensário recebe, o paciente paga — ninguém mais vê.
Rastreabilidade imutável. Cada evento crítico do ciclo do produto — recebimento de lote, ato dispensador, recall — gera um commitment criptográfico (Poseidon hash) registrado na blockchain Solana via Kolibri Traceability Program. O registro é permanente, verificável e à prova de adulteração. A auditoria ANVISA pode verificar qualquer ato dispensador diretamente no explorer, cruzando com o payload armazenado no banco. O SNGPC é escriturado automaticamente em até 24h, com fila de retry e alerta ao farmacêutico RT em caso de falha.
O ciclo completo — cadastro do paciente, validação de receita com checagem automática do CRM via API do CFM, dispensação com assinatura digital do RT, NF-e emitida em até 8 segundos, SNGPC e commitment on-chain — acontece em um único fluxo integrado, sem planilha, sem retrabalho.
O que fica para a Fase 2
O token KNECT e o Kolibri Credit Pool — mecanismo de crédito DeFi para dispensários usando o histórico on-chain como score — são a próxima fase, após a validação operacional do MVP. O TGE está previsto para novembro de 2026, quando os dispensários âncora já estarão em produção com dados reais.
Cronograma e metas do MVP
Produção limitada com 2 a 3 dispensários âncora em julho de 2026. Metas para o TGE: 500+ atos dispensadores/mês, 99,5% de uptime, NF-e em até 8 segundos, 100% de cobertura SNGPC, zero vazamento de dado pessoal.
Privacidade por design. Rastreabilidade on-chain. Conformidade ANVISA desde o primeiro dia.