Tecnologia, Ecologia e Desenvolvimento são paixões que sempre tive e que cada vez mais crescem!
Formação Académica e Técnica
Embora a minha formação académica seja em ecologia, conservação e gestão de recursos naturais, tenho uma forte formação técnica em sistemas de informação, análise de dados e mais recentemente modelação dinâmica.
Aprendi programação de forma auto-ditada, sendo Python a minha linguagem de programação "nativa". Em anos recentes tenho vindo a explorar e conhecer dezenas de outras linguagens e paradigmas de programação (Lisp/Scheme, Prolog, Smalltalk, SML/OCaml e Perl/Raku são particularmente fascinantes).
Tenho vindo a complementar a minha formação de base com a da área de desenvolvimento humano e sustentável, fazendo cursos, workshops e participando de diversos eventos locais, nacionais e internacionais.
Experiência Profissional
Grande parte da minha experiência profissional é com ONGs, empreendimentos e projetos socio-ecológicos no Brasil (Piauí) e em Portugal (Trás-os-Montes). Já trabalhei como especialista e administrador de SIGs, consultor de sistemas de informação, professor de informática e inglês e muito mais.
As principais entidades com qual trabalhei foram a Fundação Museu do Homem Americano (Piauí, Brasil) e Alter Ibi - Associação para o Desenvolvimento Transfronteiriço (Vila Real, Portugal). Um dos projetos mais recentes é no âmbito das Academias Gulbenkian do Conhecimento, com hortas escolares para promover o interesse pelo património agro-ecológico entre os mais jovens.
Em 2015 fundei o Projeto Quipá com Tâmyris Santana (a minha companheira) no Território Serra da Capivara, Piauí, Brasil, um empreendimento social que tem como objetivo de incentivar a adoção e preservação de práticas sociais e ecológicas em comunidades do território, especialmente práticas agro-ecológicas e tecnologias apropriadas (digitais e "analógicas").
Em anos recentes temos vindo a integrar fortemente o uso de informática com o desenvolvimento humano e a conservação ecológica no âmbito do Projeto Quipá.
Experiência de Vida
Informática: os nossos primeiros computadores foram um Toshiba 1100 PLUS e Macintosh IIvi que eu usava tanto para estudo como diversão; enquanto adolescente já experimentava HTML, BASIC e Linux, e tive uma conta Hotmail, ICQ e Angelfire muito antes de ter um telemóvel Nokia; já passei muitas horas a desmontar e montar computadores na "quentura" do Piauí; tive um dos primeiros modelos de Raspberry Pi;
Ecologia: quando era criança queria ser fotógrafo de vida selvagem, estilo BBC; já vivi em ambientes majestosos como os Alpes Italianos, a Região Demarcada do Douro (vivo aliás), as pradarias do Canadá e a Serra da Capivara do Nordeste Piauiense, além de viajar em muitas outros ambientes e países; já fui voluntário no antigo British Trust for Conservation Volunteers (atualmente TCV), no Instituto Chico Mendes para Biodiversidade (Parque Nacional Serra da Capivara, Brasil) e fui observador voluntário de chapins-azuis nos Cambridge Botanical Gardens, (Reino Unido); até já andei à "caça" de coyotes no Canadá (nunca carreguei no gatilho) e à "caça" de onças no Piauí (com fótografos).
Culturas, sociedades e línguas: já fui iniciado por aborígenes na Austrália, "brinquei de cowboy" no Canadá, servi à mesa de prestigiosos Colleges de Cambridge, dancei aos pulos com os Maasai, trilhei quilómetros na Caatinga Brasileira com sertanejos e mateiros, a pé como e de pick-up traçada (4x4); sou bilingue nativo (Português e Inglês), já soube mais Italiano (até umas palavras de dialeto Camuno), compreendo Francês mas pouco falo, percebo espanhol mas não falo Portunhol; gosto de aprender línguas novas com aplicativos como o Duolingo (Japonês, Russo, Hebreu, etc).
Perspetivas
Eu e Tâmyris Santana pretendemos voltar ao Brasil a longo prazo para expandir o Projeto Quipá, criar um centro de extensão, educação e pesquisa no nosso terreno da "Casa dos Micos" (55ha). Pretendemos também estabelecer uma consultora e editora nas áreas de Agroecologia, Tecnologia Apropriada, Património e áreas associadas.
A médio prazo estamos sediados em Portugal onde colaboramos em projetos socio-ecológicos da Alter Ibi, da qual somos membros ("Alter" do latim, "Ibi" do Tupi = Outra Terra) e organizamos campanhas intensivas do Projeto Quipá. Infelizmente devido à pandemia muitas das atividades de campo da Alter Ibi encontram-se suspensas e não temos previsão para uma nova campanha do Projeto Quipá no Brasil.
Temos um grande interesse em criar pontes e parcerias não só entre o Brasil e Portugal, mas também com entidades em países CPLP/PALOP e do Commonwealth. Quem sabe após a pandemia até dê para fazer umas "campanhas" nalgum desses países?
Entretanto em meio da pandemia, uma das grandes apostas que tenho é em desenvolver tecnologias digitais abertas que promovam a inclusão e soberania digital, especialmente entre aqueles que mais precisam.